Exercícios para o maxilar funcionam?

Podem fortalecer os músculos do maxilar e da frente do pescoço, e é literalmente tudo o que fazem. Se o seu maxilar aparece depende muito mais de quanta gordura subcutânea existe por cima, da sua estrutura óssea e de onde sua cabeça fica em relação aos ombros. O exercício muda um desses quatro fatores.1

O que realmente determina um maxilar definido?

Quatro fatores, mais ou menos em ordem de peso.

FatorQuanto pesaDá para mudar?
Percentual de gordura corporalO maiorSim, via balanço energético geral
Estrutura óssea — forma e ângulo mandibularMuitoNão
Postura de cabeça e pescoçoModeradoSim
Tônus muscular por baixoO menorSim
Flacidez de pele, sobretudo com a idadeModeradoEm parte, e não com exercício

Essa ordem explica por que exercícios de maxilar decepcionam tanta gente: miram o fator que menos contribui.

Por que exercício não remove a gordura sob o queixo?

Porque redução localizada não existe. Trabalhar um músculo não mobiliza preferencialmente a gordura do tecido acima dele. A gordura é mobilizada de forma sistêmica, num padrão determinado em grande parte por genética e hormônios, quando você está em déficit energético geral.2

Isso foi testado repetidamente em diferentes regiões do corpo e a resposta é a mesma há décadas. Abdominais não removem gordura abdominal, e elevações de queixo não removem gordura submentual.

Então o que vale a pena fazer?

Percorra a lista de fatores na ordem do quanto cada um contribui, não na ordem de quanto soa atraente. Posição da cabeça e composição corporal vêm antes do tônus muscular, e ambas você consegue mudar de verdade. O trabalho muscular tem lugar na rotina, só que não no topo dela.

  1. Composição corporal, se houver gordura a perder. De longe o fator de maior alavanca, e também a resposta menos atraente.
  2. Posição da cabeça. Com a cabeça à frente, o tecido sob o queixo se comprime e dobra. Trazer a cabeça de volta sobre os ombros alonga essa linha na hora.
  3. Retrações de queixo. Treinam os flexores cervicais profundos, melhoram a posição da cabeça e trabalham a região submentual. O único exercício que aparece com razão nas duas categorias.
  4. Trabalho de platisma. O músculo largo da frente do pescoço contribui para a linha maxilar-pescoço.
  5. Sono e hidratação. O inchaço facial varia de um dia para o outro com os dois, e boa parte do que se confunde com gordura é líquido.

E o mewing?

O mewing — apoiar a língua no palato — tem um enorme séquito online e essencialmente nenhuma evidência de mudar a estrutura facial em adultos. Os ossos faciais adultos são fundidos; pressão leve e sustentada da língua não os remodela.

Apoiar a língua no palato faz parte, separadamente, da posição de repouso mandibular saudável, e adotá-la pode reduzir o apertamento. Isso sim é um motivo razoável para fazer. Esperar mudança óssea não é.3

Valem a pena os aparelhos de treino mandibular?

Os dispositivos de resistência à mastigação vendidos para definir o maxilar trabalham o masseter, que já é um dos músculos mais fortes do corpo em relação ao tamanho. Hipertrofiá-lo pode alargar a parte baixa do rosto em vez de afinar — o oposto do objetivo habitual.

Há também risco real de agravar sintomas temporomandibulares com mastigação resistida pesada. Se você tem estalos, travamento ou dor no maxilar, evite-os completamente.3

Qual prazo é realista?

A mudança ligada à postura aparece numa foto imediatamente, e vira sua posição padrão depois de uns dois a três meses de trabalho constante. O tônus muscular muda em oito a doze semanas e o efeito visual é sutil.4 A mudança ligada à gordura acompanha a composição corporal e leva o tempo que levar.

Se alguém promete um maxilar definido em duas semanas, está descrevendo um ângulo de câmera, não um resultado.